terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Balanço educacional

Felipe C. Santos
Mais um ano termina e outro começa. Fazendo um balanço de 2010 na área de educação, é notório que mais um ano vai passar sem grandes avanços na área. Tivemos a lei da palmada, a obrigatoriedade da cadeirinha, mas nada que fizesse decolar de vez a educação pública brasileira. O Plano Nacional de Educação (PNE) 2001-2010 terminou sua primeira década sem cumprir as metas estabelecidas. Segundo especialistas, da forma como o PNE foi colocado em 2001, sem determinação transparente da origem dos recursos e as áreas onde devem ser aplicados, o Plano fica ineficaz, e a prova disso são os resultados obtidos até então.
Em 2008, 2,4% dos jovens de 7 a 14 anos ainda estavam fora da escola, queda de 1,1% em relação a 2001. Tímido avanço, já que 680 mil crianças continuam sem estudar – 450 mil delas são negras e pardas, a maioria vive no Norte ou Nordeste do país.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também ficou abaixo do esperado. Pessoas que não completaram a 4ª série são alvos do programa. Pouco mais de 10 milhões de pessoas participaram da EJA, o que representa apenas um terço dos 29 milhões que não concluíram o ensino fundamental. A evasão também é grande, chegando a 43%.
A meta para o atendimento de crianças em creches (até 3 anos) não foi cumprida. Somente 17,1% das crianças foram atendidas, 33 pontos percentuais abaixo do estabelecido no PNE.
Mas houve também alguns avanços, como a implantação do ensino fundamental de 9 anos. Em 2009, 59% das matrículas já foram feitas no novo sistema. Com isso, as chances de a criança saber ler e escrever com 7 anos de idade é de quase 100%. A taxa de abandono no ensino fundamental também obteve redução, caiu em 50%.
Ainda é preciso muito para obter na educação pública um ensino de qualidade. Mas só a participação da sociedade pode mudar esse cenário. Não podemos nos esconder atrás dos muros do ensino privado, pois o Brasil gasta milhões do nosso dinheiro para manter a estabilidade da economia, é só depende da gente fazer com que haja investimentos de peso também na educação, basta reivindicarmos isso. E não matricularmos nossos filhos em escolas particulares e achar que está tudo bem.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Xenofobia infantil

Felipe C. Santos

Ao final do mês de setembro, mais precisamente no dia 28, o jornal Folha de São Paulo publicou uma denúncia sobre alunos de origem boliviana que sofriam agressões em escolas públicas.
Os alunos têm que pagar ‘pedágio’ para não apanhar, ou seja, dar dinheiro ou pagar um lanche da cantina aos alunos brasileiros. A violência foi revelada por professores e alunos.
Eu já presenciei adultos, muito bem educados, com o mesmo sentimento xenofóbico. E você, caro leitor, já deve ter-se deparado com alguma situação em que presenciou ou viveu algo semelhante em relação aos bolivianos.
O preconceito contra os bolivianos em nossa sociedade é forte e não vejo nenhuma autoridade pública tomar alguma providência ou medida para resolver a questão. Agora com crianças envolvidas será que alguém vai fazer alguma coisa?
Eu acredito que nada vai mudar. O caso vai ser investigado, talvez a direção da escola, localizada no Brás, será punida, mas não vai passar disso. Quero lembrar que essa doença chamada preconceito, na maioria das vezes, vem de casa, passa da família para os filhos.
O Brasil é o país que mais se desenvolve na América Latina. É comum nossos vizinhos virem tentar uma vida melhor por aqui. E é nossa obrigação recebê-los bem e dar exemplo.
Converse com seu filho. Veja se ele não passa por alguma violência na escola ou, se comete alguma. Se quisermos um mundo melhor para nossos filhos, é nossa obrigação ensiná-los a propagar amizade e fraternidade e, respeitar as diferenças, pois a diferença é o que há de melhor no ser humano.
Artigo publicado na Revista Em Família - 3ª edição

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Site Revista Em Família

Conquistamos mais uma batalha. A 2ª edição da Revista Em Família saiu e com ela veio o site.
Agradecemos com enorme carinho a todas as pessoas que nos ajudam para manter e elevar a qualidade da revista.

Obrigado a todos e um grande abraço!

Acesse: www.revistaemfamilia.com.br

terça-feira, 22 de junho de 2010

Revista Em Família

Em parceira com meu amigo e sócio, Maurício Barreira, lançamos a Revista Em Família.
Desde janeiro estamos nesse projeto. A ideia inicial era a de um jornal regional focado em educação infantil.
O jornal se tornou uma revista. Preparamos tudo com todo cuidado, privilegiando a qualidade editorial e equilíbrio no planejamento gráfico.
O resultado final foi uma revista que fala de educação, saúde e comportamento infantojuvenis. Um produto diferenciado surge para as pessoas da zona norte da cidade. Objetiva a informação e apuração, sempre preocupado com o leitor.
No dia 10 de junho de 2010 a revista foi distribuída por toda região da Vila Guilherme, Santana, Tucuruvi, Mandaqui, Lauzane, Parada Inglesa e Jardim São Paulo. No dia 10 de junho a população da zona norte ganhou de presente algo que estava faltando, uma revista de qualidade, a Revista Em Família.