Felipe C. Santos
Mais um ano termina e outro começa. Fazendo um balanço de 2010 na área de educação, é notório que mais um ano vai passar sem grandes avanços na área. Tivemos a lei da palmada, a obrigatoriedade da cadeirinha, mas nada que fizesse decolar de vez a educação pública brasileira. O Plano Nacional de Educação (PNE) 2001-2010 terminou sua primeira década sem cumprir as metas estabelecidas. Segundo especialistas, da forma como o PNE foi colocado em 2001, sem determinação transparente da origem dos recursos e as áreas onde devem ser aplicados, o Plano fica ineficaz, e a prova disso são os resultados obtidos até então.
Em 2008, 2,4% dos jovens de 7 a 14 anos ainda estavam fora da escola, queda de 1,1% em relação a 2001. Tímido avanço, já que 680 mil crianças continuam sem estudar – 450 mil delas são negras e pardas, a maioria vive no Norte ou Nordeste do país.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também ficou abaixo do esperado. Pessoas que não completaram a 4ª série são alvos do programa. Pouco mais de 10 milhões de pessoas participaram da EJA, o que representa apenas um terço dos 29 milhões que não concluíram o ensino fundamental. A evasão também é grande, chegando a 43%.
A meta para o atendimento de crianças em creches (até 3 anos) não foi cumprida. Somente 17,1% das crianças foram atendidas, 33 pontos percentuais abaixo do estabelecido no PNE.
Mas houve também alguns avanços, como a implantação do ensino fundamental de 9 anos. Em 2009, 59% das matrículas já foram feitas no novo sistema. Com isso, as chances de a criança saber ler e escrever com 7 anos de idade é de quase 100%. A taxa de abandono no ensino fundamental também obteve redução, caiu em 50%.
Ainda é preciso muito para obter na educação pública um ensino de qualidade. Mas só a participação da sociedade pode mudar esse cenário. Não podemos nos esconder atrás dos muros do ensino privado, pois o Brasil gasta milhões do nosso dinheiro para manter a estabilidade da economia, é só depende da gente fazer com que haja investimentos de peso também na educação, basta reivindicarmos isso. E não matricularmos nossos filhos em escolas particulares e achar que está tudo bem.
Em 2008, 2,4% dos jovens de 7 a 14 anos ainda estavam fora da escola, queda de 1,1% em relação a 2001. Tímido avanço, já que 680 mil crianças continuam sem estudar – 450 mil delas são negras e pardas, a maioria vive no Norte ou Nordeste do país.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também ficou abaixo do esperado. Pessoas que não completaram a 4ª série são alvos do programa. Pouco mais de 10 milhões de pessoas participaram da EJA, o que representa apenas um terço dos 29 milhões que não concluíram o ensino fundamental. A evasão também é grande, chegando a 43%.
A meta para o atendimento de crianças em creches (até 3 anos) não foi cumprida. Somente 17,1% das crianças foram atendidas, 33 pontos percentuais abaixo do estabelecido no PNE.
Mas houve também alguns avanços, como a implantação do ensino fundamental de 9 anos. Em 2009, 59% das matrículas já foram feitas no novo sistema. Com isso, as chances de a criança saber ler e escrever com 7 anos de idade é de quase 100%. A taxa de abandono no ensino fundamental também obteve redução, caiu em 50%.
Ainda é preciso muito para obter na educação pública um ensino de qualidade. Mas só a participação da sociedade pode mudar esse cenário. Não podemos nos esconder atrás dos muros do ensino privado, pois o Brasil gasta milhões do nosso dinheiro para manter a estabilidade da economia, é só depende da gente fazer com que haja investimentos de peso também na educação, basta reivindicarmos isso. E não matricularmos nossos filhos em escolas particulares e achar que está tudo bem.