segunda-feira, 28 de março de 2011

SAC x Consumidor

Ontem assisti a uma reportagem na TV sobre o atendimento do SAC em empresas. Nada de novo, mais uma daquelas matérias que mostra o descaso dos telemarketings com os consumidores.

O interessante, e que as reportagens desse cunho não abordam, é a punição que as empresas sofrem. Absolutamente nenhuma, nada acontece!

Em lista divulgada recentemente pelo Procon-SP, mais uma vez empresas de telecomunicações e bancos permanecem no topo de reclamações. E por que eles figuram sempre no topo do ranking? IMPUNIDADE.

Num país que é carente de concorrência em diversos setores, as empresas não investem em SAC, dispensam em gastar dinheiro com atendimento de qualidade e que resolva os problemas dos usuários e consumidores, já que o consumidor não tem para onde correr, ou fica com aquela empresa, ou fica sem o serviço, ou escolhe entre a empresa com o atendimento menos precário.

Se você pensa que as agências reguladoras fazem alguma coisa para melhorar essa situação pode esquecer. E as autoridades responsáveis até tentam, mas não conseguem alterar nada ese cenário vergonhoso de falta de respeito conosco, meros cidadãos.


Lista Procon-SP 2010


1º Telefônica

2º Itaú-Unibanco

3º Bradesco

4º Samsung

5º Claro

quarta-feira, 16 de março de 2011

Brasil é vendido como Paraíso Sexual

Outra reportagem muito bem produzida pelo Fantástico, da TV Globo, foi exibida neste domingo, 13, sobre o turismo sexual no Brasil.
A matéria mostrou que o pacote turístico que inclui "prostituição" já é vendido no país de origem do turista, ou seja, o turista já compra os "serviços sexuais" embutidos na agência e já vem para o Brasil com o hotel ou pousada definido, que contém a presença e assédio das prostitutas.
E, na minha opinião, o mais absurdo, quem comanda todo o esquema são estrangeiros. Além da imagem do nosso país ser vendida no exterior como o país das orgias, isso é feito por estrangeiros que exploram e ganham muito dinheiro com a prostituição.
Segundo a reportagem, parece que as autoridades brasileiras trabalham para que essa prática termine ou seja minimizada. Mas se continuar com a impunidade, conforme também mostrou a matéria, nada vai mudar.

Felipe C. Santos

Escândalo comprovado

Conforme minha postagem anterior sobre a fiscalização nas estradas brasileiras, a reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo neste domingo, 13, comprova tudo o que eu falei.
E ainda mais, mostra como é feito o processo da indústria de multas em municípios brasileiros. Tudo o que a gente já sabia, ou suspeitava, agora foi desmascarado pela belíssima reportagem, que mostra o esquema nas licitações, as fraudes nos equipamentos e a retirada de multas de pessoas "influentes".
Agora fica a minha dúvida, alguma coisa vai mudar? Quem é responsável por punir e depois fiscalizar todos esses processos, já que se trata de inúmeras cidades brasileiras que contratam empresas para implantação de radares e lombadas eletrônicas?
Vamos ver o que acontece.
Link da reportagem: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1653283-15605,00-MAFIA+DAS+MULTAS+E+LOMBADAS+ELETRONICAS+FATURA+R+BI+POR+ANO.html

Felipe C. Santos

sexta-feira, 11 de março de 2011

Lei Seca, de que adianta?

Lançada em junho de 2008, com estardalhaço, dúvidas e muita polêmica, a Lei Seca chegava para colocar ordem no trânsito brasileiro e punir severamente os motoristas flagrados alcoolizados.
Na época a opinião pública apoiou a nova lei. Nos telejornais e programas jornalísticos eram exibidas cenas de motoristas embriagados e em situação cômica, totalmente bêbados em frente ao volante. Os índices de mortes e acidentes nas estradas começaram a cair e a lei ganhou uma força nunca vista antes, pois estava evitando mortes.
Bom, agora estamos em março de 2011, e o que vivemos agora com a Lei Seca? Exatamente o mesmo que antes da lei. Nesse feriado de carnaval foram registrados 213 mortes em todo o país, o mesmo que uma queda de um Airbus por exemplo, mas daí todos ficariam comovidos, a imprensa colocaria a notícia como holofote durante toda uma semana, programas produziriam especiais sobre tragédias aéreas e por aí vai.
O fato é que nesse carnaval tivemos 28,7% acidentes a mais que no mesmo período de 2010. Prova que com lei ou sem lei seca o que funciona mesmo é fiscalização. O fato é que governos não devem impulsionar a indústria de multas para encher os cofres públicos, e sim fazer o que é devido, prestar serviço a sociedade que paga os impostos em dia, fiscalizar é a tarefa que coloca bom censo e educa o motorista, e não radares e lombadas eletrônicas.
Tomara que um dia as autoridades competentes percebam isso e tome as devidas medidas para que a fiscalização seja prioridade no trânsito, e não acidentes e mortes.