segunda-feira, 18 de abril de 2011

Case do momento: bullying

No mesmo programa A Liga, da TV Bandeirantes (como já deu para perceber sou fã do programa), no dia 11 de abril o tema foi o bullying. Esse tema foi muito explorado nessas semanas por conta do massacre em Realengo.

Como todos sabemos o bullying existe há décadas, eu mesmo sofri e fui praticante do bullyiing. Qual a diferença de anos atrás e agora? O aumento da violência no país e no mundo. Os jovens de hoje tem a certeza que somente a violência resolve seus problemas, afinal eles vêem a violência como resolução de problemas em toda parte, na família, parentes distantes, nas ruas, no mundo.

Essa reportagem mostrou o perfil dos estudantes e jovens que vivem nas periferias das grandes cidades. Não há mais respeito pelo docente e nem pela família. Qualquer tipo de provocação é resolvido na porrada, simples assim. Remorso, esquece, eles não sentem qualquer tipo de arrependimento e nem refletem suas atitudes, pois na cabeça deles não há nada de errado.

Como pai fiquei emocionado ao ver um jovem, ao lado da mãe, falando do sofrimento que passa com os colegas na escola. Fiquei revoltado ao ver uma turma de meninas que não respeita ninguém e como nossa juventude está perdida.

E o pior, não vejo uma solução rápida para o problema. Para conter o avanço do dito bullying é necessário um conjunto de medidas no setor de educação por parte do governo e, por outro lado, as famílias precisam de uma reeducação social. Ou seja, é preciso ter mais amor e respeito no mundo. Fácil né?

Trabalho infantil

Em programa exibido no dia 22 de março, a Liga, da TV Bandeirantes, abordou o trabalho infantil. Como brasileiro e jornalista já tinha uma ideia dos vários trabalhos realizados por crianças por esse país afora. Mas a reportagem me surpreendeu.

A realidade é chocante. Fiquei pasmado como ainda há pais que não se deram conta que os filhos precisam estudar para que a família comece a se desenvolver intelectualmente, financeiramente e socialmente.

Sei que há casos difíceis de julgar, como a do garoto que vende balas no semáforo. O repórter provou que o dinheiro que o garoto ganha faz diferença no orçamento familiar. E também ainda há muita dificuldade em romper o estigma ‘de pai para filhos’ e de ‘irmãos para irmãos’, como ficou claramente exposto nas reportagens do matadouro e da colheita e venda de castanha de caju.

Claro que não é somente culpa dos pais e familiares. Um conjunto de fatores favorece o trabalho infantil no Brasil, como escolas distantes das famílias, falta de transporte escolar, de fiscalização e o mais importante: falta de perspectiva que afeta as famílias, a esperança parece que morreu em muitas famílias que vivem em extrema pobreza pelo país. Isso somado a cultura de que estudar não vai levar a lugar algum.

Esse pensamento é típico de famílias que de geração em geração não progride social e economicamente e, que estudar, é coisa para quem tem tempo livre e não precisa trabalhar.

Como profissional de comunicação adorei esse programa. Como brasileiro fiquei decepcionado como ainda temos muito, mas muito mesmo o que avançar e evoluir.

Caos na saúde

Estou surpreso com a TV Globo. A concorrência conserta muitas coisas hehehehe. O Globo Repórter, que há muitos meses se resumia em reportagens sobre alimentos, animais e meio ambiente, sem aprofundamento jornalístico nenhum, voltou a época áurea.

Programa do dia 01 de abril mostrou o caos que está a saúde brasileira. Quem reside no sul e sudeste acha péssimo o serviço de saúde pública, mas quem vive no norte/nordeste sequer tem do que reclamar.

A matéria escancarou as capitais que recebem durante todo o dia pacientes vindos do interior, médicos sem comprometimento algum e que recebem seus salários em dia, outros médicos com muito amor pelo que faz e são impedidos pela falta de infraestrutura e superlotação dos hospitais.

Impossível não se emocionar com a mãe que assiste sua filhinha morrer em uma maca, mesmo com o esforço da médica, é impossível tratar a pequena paciente: não há leito na UTI infantil e também não há um diagnóstico sobre o que a criança tem. Detalhe para a repórter, como fazer um trabalho desses sem se envolver? Não dá!

Mas o caso é simples de resolver, mas ao mesmo tempo complicado, é votar certo. Prefeitos e vereadores das cidades interioranas precisam investir na saúde. Para isso o eleitor precisa fazer sua vontade nas urnas, senão tudo vai continuar como está.


Felipe C. Santos