Vladir Lemos cede entrevista e fala sobre futebol, COI e um pouco de sua trajetória
Começou a carreira no início da década de noventa, como repórter da TV Tribuna, afiliada Globo da baixada santista. Fez matérias para os jornais Bom Dia SP, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal da Globo, e para os esportivos Globo Esporte e Esporte Espetacular. Trabalhou em programas veiculados pelos canais SporTV e ESPN Brasil. Trabalhou ainda para a RBS em São Paulo. É autor de livros e documentários. Uma de suas obras, "A magia da camisa 10", foi publicada no exterior: Portugal, Polônia e Hungria.
Em 1998 se transferiu para a TV Cultura, onde durante anos foi repórter e apresentador do programa "Grandes Momentos do Esporte". Ainda na mesma emissora, trabalhou nos programas Hora do Esporte, Cultura Noite e Cultura Meio-dia. Atualmente apresenta o programa "Cartão Verde", do qual é, também, editor-chefe.
Em 1998 se transferiu para a TV Cultura, onde durante anos foi repórter e apresentador do programa "Grandes Momentos do Esporte". Ainda na mesma emissora, trabalhou nos programas Hora do Esporte, Cultura Noite e Cultura Meio-dia. Atualmente apresenta o programa "Cartão Verde", do qual é, também, editor-chefe.
Felipe César: Na sua opinião, qual o nível de qualidade do jornalismo esportivo no Brasil? E quais os projetos futuros de esportes na programação da TV Cultura?
Vladir Lemos: É difícil falar em termos gerais. Não me agrada certo viés sensacionalista usado por alguns veículos. Mas o país, claro, tem ótimos programas e ótimos profissionais nessa área. Sobre os projetos na TV Cultura posso dizer que no momento temos no ar vários programas, entre eles o CartãoVerde, Grandes Momentos do Esporte e o Conquista, nosso projeto mais recente, que é uma revista esportiva. Gostaríamos de voltar a ter um programa diário de esportes, o que exige uma estrutura maior.
Felipe César: O que você achou da última eleição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que reelegeu o Sr. Carlos Arthur Nuzman?
Vladir Lemos: Bom, a maneira como se deu a eleição foi lamentável. Às pressas, com presidentes de Confederações entrando pela porta dos fundos de um hotel no Rio. Agora se fala em CPI para investigar os gastos com o esporte olímpico. Não sei se passará, mas seria vital para o nosso esporte. Isso sem contar que o COB recebe dinheiro público e não precisa prestar contas por se tratar de uma entidade de direito privado. Essa realidade precisa mudar. Os dirigentes não podem continuar se perpetuando no poder. Coisas que, infelizmente, não são novidades.
Felipe César: Como você avalia o trabalho do COB, tendo por base os resultados dos Jogos Olímpicos de Pequim?
Vladir Lemos: Muito abaixo das expectativas. Prioridade ao esporte de alto rendimento é o fim. Hoje, o COB só é obrigado a investir 15% do que recebe no desporto universitário e escolar. Não dá!
Felipe César: O que te levou a se especializar no jornalismo esportivo?
Vladir Lemos: Sempre pratiquei esportes. Remo, corrida, surfe, futebol, vôlei, natação. Mas não ter vocação para fazer jornalismo político, econômico e policial foi decisivo também.
Vladir Lemos: É difícil falar em termos gerais. Não me agrada certo viés sensacionalista usado por alguns veículos. Mas o país, claro, tem ótimos programas e ótimos profissionais nessa área. Sobre os projetos na TV Cultura posso dizer que no momento temos no ar vários programas, entre eles o CartãoVerde, Grandes Momentos do Esporte e o Conquista, nosso projeto mais recente, que é uma revista esportiva. Gostaríamos de voltar a ter um programa diário de esportes, o que exige uma estrutura maior.
Felipe César: O que você achou da última eleição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que reelegeu o Sr. Carlos Arthur Nuzman?
Vladir Lemos: Bom, a maneira como se deu a eleição foi lamentável. Às pressas, com presidentes de Confederações entrando pela porta dos fundos de um hotel no Rio. Agora se fala em CPI para investigar os gastos com o esporte olímpico. Não sei se passará, mas seria vital para o nosso esporte. Isso sem contar que o COB recebe dinheiro público e não precisa prestar contas por se tratar de uma entidade de direito privado. Essa realidade precisa mudar. Os dirigentes não podem continuar se perpetuando no poder. Coisas que, infelizmente, não são novidades.
Felipe César: Como você avalia o trabalho do COB, tendo por base os resultados dos Jogos Olímpicos de Pequim?
Vladir Lemos: Muito abaixo das expectativas. Prioridade ao esporte de alto rendimento é o fim. Hoje, o COB só é obrigado a investir 15% do que recebe no desporto universitário e escolar. Não dá!
Felipe César: O que te levou a se especializar no jornalismo esportivo?
Vladir Lemos: Sempre pratiquei esportes. Remo, corrida, surfe, futebol, vôlei, natação. Mas não ter vocação para fazer jornalismo político, econômico e policial foi decisivo também.
Adriano Coqueiro: O Sócrates defende a tese que se deve diminuir o número de jogadores dentro de campo para os "artístas" da bola evoluírem e mostrarem suas habilidades. Partindo desse princípio, você acredita que o futebol, nessa proporção, voltará a encher os olhos do torcedor?
Vladir Lemos: Pra ser sincero sou um tanto reticente com relação a mudanças desse tipo. Diminuir o número de jogadores é algo que criaria uma dinâmica totalmente nova, seria quase outro futebol. Vale lembrar do vôlei que passou por mudanças fortes. Não digo que elas não foram boas, mas sob certa ótica criaram outro jogo. Mas acho que no mínimo, as opções devem ser analisadas.
Vladir Lemos: Pra ser sincero sou um tanto reticente com relação a mudanças desse tipo. Diminuir o número de jogadores é algo que criaria uma dinâmica totalmente nova, seria quase outro futebol. Vale lembrar do vôlei que passou por mudanças fortes. Não digo que elas não foram boas, mas sob certa ótica criaram outro jogo. Mas acho que no mínimo, as opções devem ser analisadas.
Adriano Coqueiro: Qual a sua tese para tantos fracassos das equipes de futebol do Rio? Como é possível um futebol com tanta tradição e capacidade técnica viver ameaçado?
Vladir Lemos: Não vejo essa divisão de RJ e SP. Tecnicamente não há diferença. Se tivesse que apontar um motivo diria que a administração dos times paulistas e a capacidade financeira de alguns é que desequilibram. Esse é um bom tema. Veja como o São Paulo encarou a reta final do Brasileirão e como o Flamengo encarou. Veja tudo que foi dito do ambiente na Gávea e do ambiente no Morumbi, é um bom caminho para encontrar respostas.
Vladir Lemos: Não vejo essa divisão de RJ e SP. Tecnicamente não há diferença. Se tivesse que apontar um motivo diria que a administração dos times paulistas e a capacidade financeira de alguns é que desequilibram. Esse é um bom tema. Veja como o São Paulo encarou a reta final do Brasileirão e como o Flamengo encarou. Veja tudo que foi dito do ambiente na Gávea e do ambiente no Morumbi, é um bom caminho para encontrar respostas.
Felipe César: Você acha que o Maradona vai vingar como técnico da seleção argentina?
Vladir Lemos: Acho que ele é um cara inteligente, apesar de tudo que passou. Maradona aceitou uma tarefa ingrata e difícil. Mesmo sendo um ídolo na Argentina, quando seu nome surgiu, houve uma rejeição de 70%. Não dá pra dizer que não vai dar, embora isso seja provável.
Vladir Lemos: Acho que ele é um cara inteligente, apesar de tudo que passou. Maradona aceitou uma tarefa ingrata e difícil. Mesmo sendo um ídolo na Argentina, quando seu nome surgiu, houve uma rejeição de 70%. Não dá pra dizer que não vai dar, embora isso seja provável.
Entrevista cedida no dia 29/11/08.
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