Os desapontamentos olímpicos
Acompanhando as olimpíadas de Pequim, é notório o nervosismo dos atletas brasileiros ao serem colocados à prova, quando o assunto é o favoritismo.
Diego Hipólito é um ótimo exemplo. No final da sua atuação no solo individual da Ginástica Artística, Diego falhou. À lembrança de Diane dos Santos nas olimpíadas de Atenas, Hipólito ficou desapontado e triste, pediu desculpas à nação brasileira.
O mesmo aconteceu com o judô, e poderá acontecer com outras modalidades em que o Brasil é favorito.
Diante deste cenário que se repete a cada quatro anos, não será a hora de questionar se os atletas brasileiros sabem se preparar para agüentar pressão? Os americanos, chineses e russos tratam seus atletas como se fossem máquinas, cobram de seus esportistas o melhor, e o melhor para eles é o alto do pódio. Não quero dizer que devemos seguir a tendência desses países, mas passou da hora de fazermos algo a respeito.
Fico possesso quando vejo a transmissão dos jogos pela televisão. Ninguém crítica nossas derrotas, coloca em dúvida a competência de nossas confederações e dirigentes, e em vez disso, o locutor agradece a cada decepção brasileira em Pequim. Não vejo absolutamente ninguém falar da incompetência do nosso Ministério dos Esportes, mas fala-se muito dos Jogos de 2016, afinal, alguém tem que ganhar dinheiro não?
Quero dizer aos atletas chororô, que tratem de levantar a cabeça e parar de se lamentar. Em vez disso, seria decente e moral colocar à tona os problemas que sofrem para treinar, dificuldades de apoio e patrocínio, e o mais importante, um programa forte do governo em relação à educação e o esporte. Os brasileiros têm que aprender a não se contentar com tão pouco e começar a lutar por melhorias, sigam o exemplo dos jogadores de basquete masculino. Escolheram não passar vergonha dessa vez.
Diego Hipólito é um ótimo exemplo. No final da sua atuação no solo individual da Ginástica Artística, Diego falhou. À lembrança de Diane dos Santos nas olimpíadas de Atenas, Hipólito ficou desapontado e triste, pediu desculpas à nação brasileira.
O mesmo aconteceu com o judô, e poderá acontecer com outras modalidades em que o Brasil é favorito.
Diante deste cenário que se repete a cada quatro anos, não será a hora de questionar se os atletas brasileiros sabem se preparar para agüentar pressão? Os americanos, chineses e russos tratam seus atletas como se fossem máquinas, cobram de seus esportistas o melhor, e o melhor para eles é o alto do pódio. Não quero dizer que devemos seguir a tendência desses países, mas passou da hora de fazermos algo a respeito.
Fico possesso quando vejo a transmissão dos jogos pela televisão. Ninguém crítica nossas derrotas, coloca em dúvida a competência de nossas confederações e dirigentes, e em vez disso, o locutor agradece a cada decepção brasileira em Pequim. Não vejo absolutamente ninguém falar da incompetência do nosso Ministério dos Esportes, mas fala-se muito dos Jogos de 2016, afinal, alguém tem que ganhar dinheiro não?
Quero dizer aos atletas chororô, que tratem de levantar a cabeça e parar de se lamentar. Em vez disso, seria decente e moral colocar à tona os problemas que sofrem para treinar, dificuldades de apoio e patrocínio, e o mais importante, um programa forte do governo em relação à educação e o esporte. Os brasileiros têm que aprender a não se contentar com tão pouco e começar a lutar por melhorias, sigam o exemplo dos jogadores de basquete masculino. Escolheram não passar vergonha dessa vez.
Felipe César - 17/08/08
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